quarta-feira, 15 de junho de 2011



BALUARTE

Debate-se um poema em toda alma presa.
Quando é bem demarcado, às vezes não tem rima.
Se tem um grande tema, falta-lhe a beleza
que exige o achado pra ser obra prima.

E o artista a procurar a arte de grandeza,
sabendo que a procura é o que ilumina,
se perde a meditar, à caça de sua presa,
qual louco atrás da cura para a própria sina.

Então em instante raro onde a poesia,
qual deusa de um castelo, presa em baluarte,
clareia-lhe o faro como a luz do dia

e o artista vira um elo para outra parte
e o verbo de tão claro a alma contagia
enfim, o imenso belo que só há em arte. 

                                                        Paulo Franco


                 4º CONCURSO NACIONAL DE POESIAS
                 PRÊMIO “AFFONSO ROMANO DE SANT’ANA” - 2008
                 SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DE COLATINA/ES
                 MENÇÃO HONROSA E PUBLICAÇÃO

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