terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SONETO DO AMOR IMPERFEITO

Não quero mais buscar o amor perfeito
pra camuflar o sentimento em chama
e amortecer o que me dói no peito,
a mesma dor de todo ser que ama.


Que amar assim, eu sei, não é direito,
pois todo peito preso nesta trama
adoecido faz do olhar um leito
pra adormecer a fonte deste drama.


Vou procurar amar só o instante
um amor maior, porém um passageiro
tão transeunte quanto o amante


que tenha amores pelo mundo inteiro
e ao invés da dor o peito sempre cante
o imperfeito amor que é o verdadeiro.


Paulo Franco


Medalha Cecília Meireles
I Concurso Nacional de Poesia de Cordeiro-RJ

2 comentários:

  1. Amei este poema, aliás, me tornei sua fã, querido poeta! Espero, como você me disse, que um dia possa escrever sobre o amor quase perfeito de R&R! Kk bjs

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  2. O amor é sempre perfeito, apesar de suas imperfeições. Obrigado pelo carinho.

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